AMI, Teatro da AMI

TEATRO DA AMI: NOEL FEITIO DE UMA VIDA

 

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Noel Feitio de Uma Vida

O Espetáculo

Um espetáculo emocionante e divertido, baseado na obra de Noel Rosa, que conseguiu captar toda a sua irreverência e modernidade. Após um trabalho de pesquisa de um ano, formação de atores nas técnicas de canto, instrumento e na linguagem cênico musical, o espetáculo traz a público o debate sobre as formas de criação artística, fazendo um contraponto ao momento em que Noel realizou uma revolução na música brasileira.

O espetáculo traz à cena um grupo de jovens atores que estão ensaiando as músicas de Noel Rosa e convivendo com as dificuldades de se montar um espetáculo teatral. Dificuldades que vão desde as impossibilidades de captar recursos e patrocínios, até mesmo a realidade de suas vidas, tendo que se dividirem entre o sustento, outras atividades e a criação artística.

Noel, diante da sua negação entre escolher o céu edificante ou o inferno flamejante, surge paralelo a essa realidade, em um céu/inferno criado especialmente para ele, visto que céu e inferno relutam em aceitá-lo.

Inicia-se aí uma negociação entre Noel e os representantes desses mundos para que ele volte à terra para comemorar seu aniversário de 100 anos.

Agenda:

Teatro da AMI – Rua da Bahia nº 1.450 – Belo Horizonte MG
Apresentações nos dias: 17/12/2010 às 21:00, 18/12/2010 às 21:00 e 19/12/2010 às 20:00.

Ficha Técnica:

Noel, Feitio de Uma Vida

Autores: Cássio Pinheiro e Sávio
Direção: Cássio Pinheiro
Direção Musical: Ninno Miranda
Iluminação: Cássio Pinheiro
Cenários: Felício Alves e Cássio Pinheiro
Produção: Grupo dos 3
Assessoria de Imprensa: Grupo dos 3
Direção de Produção: Cássio Pinheiro
Realização: Grupo dos 3

Atores:

Karina Mendes
Thaís Sales
Auxiliadora Simões
Elaine Gomes
Sávio Assis
Léo Neves
Wesley Fonseca
Willer Otávio
Gregório Saravia
Ricardo Costa
Isac Pinheiro
Igor Carvalho

 

Cenas de Noel Feitio de Uma Vida no Teatro da AMI

 

 

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Com a Palavra o Diretor…

“A música de Noel Rosa é sem dúvida a matriz da moderna MPB.

Não somente pela qualidade harmônica e melódica, mas principalmente pela sua postura em provocar o encontro de ritmos e estilos como o maxixe, o choro, o samba de morro dos anos 20 e 30, o blues, o jazz, o fox, a música erudita, etc. Pela diversidade de seus parceiros e em instiga-los a experimentar-se. Pela pluralidade de temas extraídos do dia-a-dia de sua cidade e seu país, transformados em letras, verdadeiros poemas musicais.

Um repórter do seu tempo

Sua genialidade está muito mais nessa permissão que deu a si mesmo em experimentar-se.

Até mesmo nas suas composições mais simples, algumas até de qualidade bem diferentes das obras mais significativas, ele age como um catalizador de ritmos, sons e temas populares; como um sedutor das plateias menos e mais eruditas.

Sendo por muitas vezes um marqueteiro musical, compondo músicas de fácil assimilação, seja nas construções harmônicas mais complexas ou nos temas escolhidos, conseguindo colocar – driblando aqui e ali – o brasileiro e a musicalidade do brasileiro dentro das casas dos brasileiros através do rádio e dos discos, aproveitando-se desse momento de revolução da comunicação que foi a popularização dos aparelhos de som da época, as radiolas. Essa talvez tenha sido sua grande revolução. Uma revolução feita por quem se auto intitulava, sem falsa modéstia, um “João Ninguém” (título de uma de suas músicas).

Desendurecendo o cenário da criação e da circulação artístico musical, anulando fronteiras e preconceitos e estruturando uma base, pilares de sustentação para toda MPB até os dias de hoje.”

Cássio Pinheiro é Diretor e Produtor Musical e Teatral.

 

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